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terça-feira, 4 de junho de 2019

Mulher denuncia na delegacia de vitória que filha de seis anos foi estuprada por vizinho


Criança foi levada sem autorização da mãe pelo suspeito, que prometeu dar roupas à menina. Ao voltar, vítima relatou os abusos e afirmou ter sido ameaçada


Por: Redação OP9

A mãe de uma menina de seis anos residente em Escada, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, prestou queixa na delegacia de Vitória de Santo Antão, onde funciona o plantão da comarca, denunciando um vizinho da família por ter estuprado a criança. De acordo com ela, a menina foi atraída com a promessa de que ganharia roupas da irmã do suspeito.

À polícia, a mulher relatou que saía de casa por volta das 14h do sábado e seguia para o trabalho, para onde a garota seria levada, quando encontrou o vizinho na rua de casa. Ele falou que a irmã dele teria separado algumas roupas para doar e as ofereceu à criança. “Disse que não podia ir lá na casa dela e que estava atrasada para o trabalho, e ele ofereceu carona. Quando chegamos, eu desci da moto e ele disse que ia levar a menina para ver as roupas. Eu não permiti, mas ele deu partida levando minha filha antes que eu conseguisse falar”, relatou.

Cerca de meia hora depois, o vizinho retornou e devolveu a menina e alegou que as roupas da irmã já haviam sido doadas. “Estranhei a demora e perguntei a minha filha se tinha acontecido algo. Ela inicialmente negou, mas depois fui conversando e ganhando a confiança dela, dizendo que ela podia confiar em mim. E aí ela começou a chorar e contou que ele a levou para uma casa desocupada, a beijou à força e tocou nas partes íntimas dela”, revolta-se ela. A garota também teria afirmado que o suspeito a ameaçou para que ela não contasse sobre o estupro.

Logo depois de ouvir o relato da menina, ela procurou a delegacia e o suspeito foi levado ao local, mas liberado em seguida. Alegando ter recebido um atendimento negligente, ela recebeu um papel de encaminhamento para o Instituto de Medicina legal (IML) do Recife, onde esteve na manhã desta segunda-feira. Ela alega que, depois da violência e de ter registrado queixa na polícia, vai ter que conviver com o medo do vizinho sem que a polícia tenha tomado providências.