terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Flávio Bolsonaro diz que mãe de procurado em operação contra milícia foi contratada por Queiroz


Flávio Bolsonaro, Queiroz

Flávio Bolsonaro — Foto: Sergio Moraes/Reuters

No texto, o senador eleito afirma: "Continuo a ser vítima de uma campanha difamatória com objetivo de atingir o governo de Jair Bolsonaro".

O senador eleito Flávio Bolsonaro emitiu uma nota no fim da manhã desta terça-feira (22). No texto, ele atribui a Fabrício Queiroz a contratação da mãe de um dos presos na operação contra milicianosdeflagrada pela polícia e pelo Ministério Público.


Raimunda Veras Magalhães, mãe do ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega - que ainda é procurado -, aparece em relatório do Coaf como uma das remetentes de depósitos para Fabrício Queiroz, ex-motorista de Flávio.

Segundo o relatório do Coaf, ela depositou R$ 4,6 mil na conta de Fabrício Queiroz. Raimunda aparece na folha da Alerj com salário líquido de R$ 5.124,62.

No texto da nota, o senador eleito afirma o seguinte:

"Continuo a ser vítima de uma campanha difamatória com objetivo de atingir o governo de Jair Bolsonaro.

A funcionária que aparece no relatório do Coaf foi contratada por indicação do ex-assessor Fabrício Queiroz, que era quem supervisionava seu trabalho. Não posso ser responsabilizado por atos que desconheço, só agora revelados com informações desse órgão.

Tenho sido enfático para que tudo seja apurado e os responsáveis sejam julgados na forma da lei.

Quanto ao parentesco constatado da funcionária, que é mãe de um foragido, já condenado pela Justiça, reafirmo que é mais uma ilação irresponsável daqueles que pretendem me difamar.

Sobre as homenagens prestadas a militares, sempre atuei na defesa de agentes de segurança pública e já concedi centenas de outras homenagens.

Aqueles que cometem erros devem responder por seus atos".

A mãe de Adriano aparece nos quadros da Alerj desde 2 de março de 2015, quando foi nomeada assessora da liderança do PP, ao qual Flávio Bolsonaro era filiado. Saiu em 31 de março do ano seguinte, quando o deputado migrou para o PSC. Em 29 de junho de 2016, foi lotada no gabinete de Flávio. Foi exonerada dia 13 de novembro do ano passado.

Mulher de Adriano, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega também foi lotada no gabinete de Flávio na Alerj, com o mesmo salário da sogra. Ela é listada na Alerj desde novembro de 2010 e foi exonerada junto com a sogra.

A respeito da operação desta terça, a defesa de Queiroz dissa que "repudia veementemente qualquer tentativa espúria de vincular seu nome a milícia no Rio Janeiro".

"A divulgação de dados sigilosos obtidos de forma ilegal e sua divulgação na imprensa constituí verdadeira violação aos direitos básicos do cidadão, como também uma grande desumanidade, considerando seu estado de saúde. De outro lado, registra ainda que embora tenha requerido em 3 oportunidades as referidas informações ainda não foram disponibilizadas e para sua total surpresa e indignação vem sendo vazadas diariamente com caráter sensacionalista", acrescentou.

Por G1 Rio
Blog do Brother
Envie sugestões de pautas para rubemardejesus@gmail.com

 Brasil Facin no Mercado Livre