sexta-feira, 11 de maio de 2018

Veja os possíveis motivos que levou ao assassinato de Marielle


O local onde a vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes foram assassinados, em 14 de março, no Estácio, região central do Rio de Janeiro, foi tomado por um clima de deferência na noite da quinta-feira 10. Por mais de cinco horas, ali foi encenada a reconstituição do crime — etapa fundamental para a elucidação de um atentado que comoveu o País e o mundo, além de expor a falência do poder público no estado e revelar as entranhas de uma organização criminosa que controla serviços, verbas e votos em boa parte do Rio de Janeiro. Mais que a execução de uma vereadora combativa, o atentado contra Marielle demonstrou o imenso desafio de recuperar a cidade e o estado das mãos de bandidos que visivelmente não se abalaram sequer com a intervenção federal na Segurança Pública fluminense. Pelo contrário, fizeram do cadáver de Marielle um troféu que coroa seu poderio e certeza de impunidade.

Para a reconstituição da cena do assassinato foram foram destacados 200 homens do Exército, Polícia Militar, companhia de trânsito e guardas municipais para a realização da reconstituição. Três ruas foram fechadas em um perímetro de cerca de um quilômetro. Plásticos pretos cobriram a cena, grades mantiveram longe as pessoas que não tinham ligação direta com o fato e sacos de areia foram espalhados para absorver os projéteis. “Essas testemunhas voltam no cenário dos acontecimento e é importante através das percepções auditivas e visuais delas reconstruir toda a dinâmica do crime e levantarmos qual o armamento empregado”, disse o delegado da Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro, Giniton Lages. “Nós não temos imagens do momento em que o crime ocorreu. Nós contamos com as testemunhas presenciais. Elas foram localizadas e estão presentes no inquérito, já fazem parte do arcabouço probatório do inquérito.”

Na semana passada, tornou-se evidente que os responsáveis pelos assassinatos foram integrantes de milícias. Passados dois meses do crime, a dificuldade em encontrar os culpados confirma não apenas a incapacidade do Estado de lidar com uma crise de segurança como revela que o poder das milícias não é mais “paralelo”, ele é o que restou ao Rio — e a Marielle foi morta por ter ameaçado esse domínio. Uma testemunha ouvida pela polícia afirmou que o assassinato foi planejado pelo vereador Marcello Siciliano (PHS) e pelo ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, acusado de chefiar uma milícia no bairro de Curicica. A delação foi obtida pelo jornal O Globo. A testemunha, um homem que está sob proteção policial, deu três depoimentos. Ex-participante de um grupo paramilitar, ele disse que presenciou quatro diálogos entre Siciliano e Araújo para tratar do crime. A trama para matar Marielle teria começado em junho do ano passado. Num desses encontros, realizado em um bar na Avenida das Américas, no bairro do Recreio, Siciliano teria dito que Marielle estava lhe atrapalhando e cobrou de Araújo uma solução para o problema. A testemunha, que trabalhou por dois anos como segurança de Araújo, também forneceu os nomes dos quatro homens que estavam no carro de onde saíram os tiros que mataram a vereadora, entre eles um PM do 16º Batalhão de Olaria, um ex-PM da Maré e outros dois homens. Atualmente preso em Bangu, Araújo estava foragido e acabou sendo preso em uma operação policial realizada em outubro. Continue lendo aqui
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