quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Operação Lava Jato: Palocci diz que Odebrecht pagou vantagens a Lula


Porto Alegre
Daniel Isaia - Correspondente da 

O ex-ministro Antonio Palocci disse que a Odebrecht adquiriu um apartamento em São Bernardo do Campo para o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva Agencia Brasil / Arquivo

O ex-ministro Antônio Palocci disse hoje (6) que um Odebrecht adquiriu um apartamento em São Bernardo do Campo para o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um terreno para a construção do Instituto Lula, como compensação pelos parentes. durante o governo do petista. Eleparcs diante do juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, na condição de réu da ação penal da Opereção Lava Jato que apura estes fatos, em nome do Ministério Público Federal (MPF).

"Eu queria dizer, a princípio, que a denúncia procede. Os fatos narrados são verdadeiros. Eu estou com uma relação bastante intensa, bastante movida a vantagens Eu estou com uma relação bastante intensa, bastante movida a vantagens dirigidas à empresa, a propinas pagas por Odebrecht para agentes públicos em forma de campanha, em forma de artigos de pessoal, em forma de caixa 1 e caixa 2 ", disse Palocci ao iniciar o depoimento. "E eu tenho conhecimento porque participé de boa parte entende-se na qualidade de ministro da Fazenda do presidente Lula e ministro da Casa Civil da Presidente Dilma".

O ex-ministro detalhou, ainda, como como diretrizes da Petrobras com as divisões entre os três principais países que compunham o governo durante as administrações petistas. "Na Diretoria de Serviços, [ficou] o PT, na Diretoria Internacional, PMDB, e na Diretoria de Abastecimento, o PP. Desenvolveu-se uma relação de intenso partidário de políticos, pessoas, empresas. Esse foi um ilícito crescente na Petrobras, até porque como obras cresceram muito e, com elas, os ilícitos ", disse.

Palocci também disse um Moro que conversa com Lula sobre essas relações. Ele narrou como foi questionado pelo ex-presidente em 2007 se estaria havendo "muita corrupção" nas diretrizes de Serviços e de Abastecimento.

Segundo o ex-ministro, um Odebrecht repassou R $ 4 milhões em espécie ao Instituto Lula como propina. Há uma reserva de R $ 300 milhões em propina ao PT, e que ex-presidente sabe tratar do "dinheiro sujo".

Dilma

Antônio Palocci contou que tinha uma desconfiança da Odebrecht quanto à eleição da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele narrou uma reunião que tem ocorrido no dia 30 de dezembro de 2010 entre Lula e Emílio Odebrecht, dono da empreiteira.

"Nessa reunião, o presidente Lula leva Dilma, presidente eleita, para que ele diga a ela das relações que ele tinha com um Odebrecht e que ele queria que ela preservasse o conjunto de relações em todos os seus aspectos, lícitos e ilícitos", contou o ex-ministro. Ele disse que não estava na reunião, mas que ficou sabendo dela através de Lula.

Em., Palocci disse que a Odebrecht foi beneficiado durante o governo Dilma em algumas situações. A pedido do juiz Sérgio Moro, o ex-ministro citou como exemplo a empreiteira desejava assumir a administração de um aeroporto de grande porte e perdido como licitações para concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília. Segundo ele, uma licitação do aeroporto do Galeão, não no Rio de Janeiro, foi direcionada para que a empreiteira vencesse o certame. "Havia uma cláusula que impedia o vencedor da licitação de Cumbica de participação da licitação do Galeão em condições livres. Isso foi colocado por solicitação da Odebrecht ", contou.

Detido em Curitiba

O ex-ministro está detido na carceragem da Polícia Federal (PF) de Curitiba. Ele já foi condenado em outra ação penal da Lava Jato a 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Neste processo, o Ministério Público Federal (MPF) afirma que o Grupo Odebrecht, um terreno sem valor de R $ 12,4 milhões para uma construção do Instituto Lula - obra que não chegou a ser executada. Ainda segundo, uma denúncia, o ex-presidente, também é a lei do direito de propriedade da empresa, uma questão de vizinha ao apartamento onde mora São Bernardo do Campo.

O depoimento do ex-presidente Lula nesta ação penal está marcado para o dia 13 de setembro.

Outro lado

O Instituto Lula, em sua página no Facebook, divulga uma nota em que diz que o depoimento de Antonio Palloci é contraditória "com outros depoimentos de testemunhas, réus, delatores da Odebrecht e provas e que compre em casa da situação de um homem preso e condenado em outros processos "e que busca negociar com o MPF e com o juiz Sérgio Moro um acordo de delação pré-definido" que exige que se justifique acusações falsas e sem provas contra o ex-presidente Lula ".

"Palocci repete o papel de réu que não só desiste de se defensor como, sem o compromisso de dizer a verdade, valida como acusações do Ministério Público para obter redução de pena e processo no processo de trilhas de Léo Pinheiro", diz a nota .

Uma nota também diz que é uma acusação do Ministério Público, EUA, o argumento de que o terreno tem sido comprado com "com recursos desvios de contratos da Petrobrás" só para poder ser julgado dentro do campo da Operação Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro e que "não Há nada no processo ou não depoimento de Palocci que confirme isso ". Também cita que Palocci falou de uma série de reuniões onde "não estava e de outras onde não existe, testemunhas de suas conversas. Todas falas sem provas. "

O Instituto Lula reafirma, na nota, que nunca solicite ou informe qualquer terreno da Odebrecht e que nunca tenha outra sede além daquela em que instituto funciona atualmente. Lula reafirmou que "nunca cometeu qualquer ilícito nem antes, nem durante, nem depois de exercer dois mandatos de presidente da República eletiva pela população brasileira".


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