domingo, 14 de maio de 2017

Comissão de Legislação Participativa discute situação dos Correios


A Comissão de Legislação Participativa da Câmara se reuniu em audiência pública para discutir a situação dos Correios.

O presidente da ECT - Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Guilherme Campos, afirmou que a crise está se agravando cada vez mais e com a presença de novas tecnologias a empresa não detém mais o monopólio da comunicação, devendo se modernizar.

"A dramaticidade dos números dos Correios é muito forte. Nós tivemos aí no ano de 2015 um prejuízo de 2 bilhões e 100 milhões de reais. O ano de 2016 não é um ano diferente disso, é um ano aonde se coloca mais um prejuízo - ainda não estão fechados os números - mas também é da ordem de 2 bilhões de reais. A necessidade destas transformações se torna evidente."

Dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, Dieese mostram que entre 2011 e 2016, a despesa e a receita dos Correios cresceram 53,5% e 32,8%, respectivamente. Mas, em relação aos trabalhadores os gastos são equivalentes a outras empresas de correios no mundo.

Para o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios, José Rivaldo da Silva, as medidas tomadas pela direção da empresa não são suficientes e seguem na direção da privatização da empresa. José Rivaldo destacou que medidas como suspensão de férias e o anúncio de demissão incentivada são uma forma de assédio e trazem insegurança para os trabalhadores. Para ele, é preciso investir na eficiência da entrega de correspondência que ainda representa 50% do faturamento da empresa.

"A gente tanto ataca o monopólio postal, mas o monopólio postal representa 50% da receita dos Correios e poderia representar mais se a fatura do cartão de crédito não chegasse atrasada, se a gente tivesse mais funcionários na ponta para melhorar a entrega. Porque em 2008 a empresa tinha 127 mil trabalhadores e com o último PDI a empresa vai ficar com 112 mil trabalhadores. 15 mil pessoas saíram da empresa e a gente continua dando conta do recado."

O coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Correios, deputado Leonardo Monteiro (PT-MG), criticou a intenção do governo federal de fechar agências dos correios justamente nas pequenas cidades onde elas são imprescindíveis.

"Nós somos contra, estamos juntos com os trabalhadores dos Correios, com a população brasileira que confia na Empresa Brasileira de Correios, que acredita nos Correios como uma das empresas sérias portanto nós precisamos viabilizar as condições para que os Correios continuem uma empesa pública e de qualidade."

Os Correios tem cerca de 11 mil agências instaladas em 5.570 municípios do país. Há 354 anos, a empresa detém o monopólio dos serviços postais do país. Atualmente, os Correios tem 117 mil funcionários, sendo que mais de 60 mil são carteiros.
Reportagem - Karla Alessandra


Camara dos Deputados


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