quinta-feira, 27 de julho de 2017

SAÚDE: Ansiedade e depressão tem tratamentos na rede pública de saúde


Por RPC Londrina e G1 PR

Segunda reportagem da série sobre ansiedade e depressão fala dos tratamentos (Foto: Reprodução/RPC)



A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em três anos, a depressão vai ser a principal causa de afastamentos do trabalho. Só em 2016, 75 mil brasileiros foram afastados do trabalho por conta da doença. Os caminhos para o tratamento podem ajudar a mudar essa realidade.


“A depressão já é a maior causa de sofrimento para o homem. Se você vai fazer uma avaliação de escalas de qualidade de vida, hoje, a depressão já é, no mundo, a doença que mais causa sofrimento”, pontua o psiquiatra Marcos Liboni.

Muitas pessoas acreditam que os medicamentos podem acabar com doenças como a depressão de maneira simples. O Brasil é um dos campeões no consumo de antidepressivos.

De acordo com o último levantamento do instituto que faz auditorias para o mercado de medicamentos, o IMS Health, os três remédios mais vendidos para o tratamento bateram a marca das 18,7 milhões de caixas comercializadas.

É como se, a cada dia, saíssem das farmácias brasileiras mais de 51 mil caixas de remédios controlados.

Para Liboni, os remédios são necessários, mas as doenças demandam um diagnóstico, que precisa ser feito por um médico. O profissional vai avaliar por quanto tempo de tratamento é necessário.

“A gente consegue hoje grandes resultados com os nossos tratamentos. Então o critério, às vezes, é se é necessária uma medicalização por mais tempo, tem que ser visto qual o benefício que isso está trazendo”, explica o psiquiatra.

Acostumada ao ambiente hospitalar, a fisioterapeuta Ana Ruth Nogueira teve que deixar de lado o próprio preconceito, quando precisou se afastar do trabalho e tomar a medicação para vencer uma crise.

“Em setembro do ano passado eu tive uma crise, onde na minha casa eu quebrei todas as coisas, aí eu me cortei, me machuquei um monte. Aí que eu vi que eu precisava de ajuda, porque até então eu não aceitava que eu precisava de ajuda”, contou.


No começo foi difícil se adaptar ao medicamento. Agora, Ana está bem, mas foi preciso mergulhar no tratamento para colocar a vida nos eixos.

“Eu tive muito problema com insônia, eu sempre chegava atrasada no meu serviço. Tive bastante dificuldade com a medicação, até que foi regulando e deu certo”, declarou.


Tratamentos na rede pública de saúde


Os postos de saúde são sempre a primeira opção pra quem procura ajuda em qualquer tipo de doença, mas os Centros de Atenção Psicossociais (Caps) são a referência pública para as doenças mentais.


Em Londrina, no norte do Paraná, no mesmo prédio onde funciona o Caps está o pronto socorro para atender pacientes em crise, acompanhamento ambulatorial e várias terapias.


A coordenadora do Caps 3, Juliana Peres Moreira Baratto informa que há seis leitos de internação. “Nós temos a possibilidde de acolher esses pacientes em uma crise, quando precisam de um atendimento mais intenso, para ficar na internação”, afirma.


No local, o tratamento é feito com medicamentos, quando recomendados pelo médico, e terapias. As rodas de conversa são feitas todas as quintas-feiras.


Os pacientes podem dividir suas ansiedades, compartilhar momentos de angústia e se apoiar uns nos outros para superar os transtornos.


Também tem turma de terapia ocupacional. A produção de artesanato é uma atividade simples, mas tem um poder incrível de auxílio no tratamento.


A vendedora Luciane de Cássia Verza conta que aprendeu a fazer várias coisas. “Hoje eu estou melhor”, comemora.


A terapeuta ocupacional Maristela Handechucka explica que o paciente é acolhido. “Ele tem um espaço tranquilo, um espaço de carinho e de acolhimento”, informa.


Lidar com a depressão e a ansiedade não é fácil, mas a insistência no tratamento devolve a qualidade de vida ao paciente. A confeiteira e artesã Pamela Calazans é um exemplo disso.


Toda quinta-feira ela prepara uma sacola de guloseimas e leva para o Caps. Há sete anos ela vem adoçando o dia dos colegas e construindo uma nova vida para ela.


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